Há muito que admiro a
ousadia de quem faz as malas e parte em favor do desconhecido. A vontade de o
querer fazer não é recente; mas os afazeres da vida foram tendo prioridade nas
minhas rotinas e isso fez-me deixar em standby
a vontade de partir. Aos 23 anos e prestes a terminar dois anos árduos de
trabalho, divididos entre o mestrado e os vários projetos em que estive
inserida, senti que seria o momento ideal para me desligar do stress do ocidente e me entregar ao
mundo.
A pesquisa começou entre
dezenas de páginas do mundo infindável que é a Internet. Comecei por procurar
instituições, ao mesmo tempo que fui lendo blogs de jovens provenientes de
vários pontos de globo, onde abordam as suas experiências pessoais de
voluntariado na Ásia. Confesso que isto foi apimentando (ainda mais) a vontade
de fazer as malas.
A partir de uma amiga,
fanática pelos lugares e pelo mundo, cheguei ao Worldpackers. Uma plataforma criada
por um grupo de jovens brasileiros, que agrega instituições e hostels de todo o
mundo (ou quase), onde em troca de trabalho de várias ordens, os voluntários têm
casa, comida e roupa lavada. E foi aqui que cheguei à Thong Tos Foundations.
Esta fundação foi criada em 2010, com o objetivo de desenvolver o ensino do
inglês em escolas públicas da Tailândia.
Entrei em contacto direto
com a Thong Tos Foundation através do Facebook. Enviei-lhes o meu CV e
expliquei-lhes que estava interessada em ingressar no projeto de ensino. Em
simultâneo, e para ter a certeza que tudo corre da melhor forma, registei-me
nesta associação, através do Worldpackers, que me forneceu de imediato um
buddy de viagem, que vai estar em contacto comigo para me responder a todas as
questões que possam surgir relacionadas com o voluntariado.
Fui aceite no projeto no
dia 22 de setembro. Dão-me estadia e algumas refeições fornecidas entre a
escola e a casa de uma família de acolhimento local, onde vou residir durante o
tempo em que estiver a dar aulas. A Thong Tos Foundation tem parceria com cinco
escola públicas da Tailândia situadas em várias regiões do país: Karnchanaburi, Ayutthaya, Krabi, Trad, Kao Yai e Bangkok. É na capital tailandesa que vou residir, pelo menos durante as três
primeiras semanas, depois poderei mover-me até outras escolas.
Como um dia alguém me confidenciou, há decisões na vida
em que “só precisamos de três segundos de coragem”.
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