Quando aterrei em Istambul, ainda dentro do avião, desativei o modo de voo
do telemóvel e alertei a família para a minha chegada, como prometido antes de
embarcar no Porto. Mas quando o fiz, não dei conta que estava com os dados
ligados e nada tardou até que ficasse sem saldo no telemóvel. Estava a partir
daquele momento impedida de fazer ou receber qualquer chamada.
Depois de me despedir do Georges, segui para a porta de embarque, onde
tentei apanhar internet novamente. Uma tarefa impossível. Tentei encontrar um Starbucks,
que ficava próximo da 212 – porta de embarque -, mas nem ali a internet estava
a funcionar.
Quem tem boca dá a volta ao mundo, não é? Pedi ajuda a um senhor que lá
estava, de seu nome Safan (turco), que tentou conectar-me novamente à internet do
aeroporto, mas sem sucesso. Tentou inclusivamente ligar-me à internet do posto
onde trabalha, mas não estava a resultar. Deslocou-se comigo até um telefone
público, mas quando entrei na cabine, percebi que era necessário um cartão, pelo
qual me pediram 15 dólares.
Estava quase a despedir-me do Safan, mas disse-me que aguardasse. Adicionou
o número da minha mãe no Whatsapp, mas como isto também não resultou, passou-me
o telemóvel para as mãos e disse para eu lhe enviar mensagem a partir dali. Foi
o que fiz.
Não tiramos fotografia, porque eu estava com imensa pressa, uma vez que a
porta de embarque estava prestes a fechar. Quando cheguei a Bangkok tinha uma
mensagem do Safan no Facebook a perguntar se tinha feito boa viagem.
Não é a cultura ou a religião que nos fazem melhores ou piores, mas sim a
nossa vontade de nos darmos ao mundo.
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